quinta-feira, 17 de setembro de 2026

O CONVITE (VÍCIOS BOÊMIOS)

moro em mim como 
num castelo ansioso
feito de areia na praia
minhas paredes se desmancham
por qualquer brisa
que você possa me fornecer

tô na mesma onda
daquilo que é acaso
se a gente se esbarrar
entre infinitos esbarrões
há uma possibilidade
da gente se amar
eternamente
por algumas horas
numa cama bagunçada

e talvez eu treine
minha linguagem corporal
conversando com sua pele
ou talvez seja só risada
uma história contada
em versos aleatórios
na estrofe de um dia

de qualquer forma
eis o convite
flertando com meus bolsos
chavecando a minha noite
perguntando se hoje
eu tô afim de errar
mais um pouco
novamente.