moro em mim como
num castelo ansioso
feito de areia na praia
minhas paredes se desmancham
por qualquer brisa
que você possa me fornecer
tô na mesma onda
daquilo que é acaso
se a gente se esbarrar
entre infinitos esbarrões
há uma possibilidade
da gente se amar
eternamente
por algumas horas
numa cama bagunçada
e talvez eu treine
minha linguagem corporal
conversando com sua pele
ou talvez seja só risada
uma história contada
em versos aleatórios
na estrofe de um dia
de qualquer forma
eis o convite
flertando com meus bolsos
chavecando a minha noite
perguntando se hoje
eu tô afim de errar
mais um pouco
novamente.