mesa molhada de lata suada
manchada como
um para sempre
mente ofegante
derretendo nos mesmos
verões
sem a gente
num caminho diferente
cada passo
a sola
sente
cinzeiro lotado de nada
são cinzas de cada dia
lixo engole filtros
sem nenhum batom
coração batendo vício
equalizando as mesmas
canções
sem a gente
num caminho diferente
cada adeus
um passo
à frente
despedida decidida
arbítrio do que
já estava escrito
pelo acaso