terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

SEM TÍTULO ALGUM

tss! 
é a hora da lata
abre a cabeça arrota a memória
limpar com alcool pra esquecer
carimbado nos olhos mas difícil de ver

ei, eu sei
já vi apuros abrubtos pedirem absurdos
pro resgate 
aquilo que parte faz parte
fez parte
saber perder também é uma arte

eu me perco no meu mundo
no escuro me tateio
no obscuro te anseio
nu maiúsculo em desvaneio
cospe nada que vira a catraca
a coluna estrala
ossos velhos
cabeça cansada
crânio racha desespero

tss!
tô quase na última
e eu nem sei o que sinto
se é fome, se eu minto
se é falta de me usar contigo 
ou se é ódio reprimido

ei, eu tô ligado
mil anos pra ficar largado
selar no silêncio o pacto
um sorriso farto 
de encher o saco
ah! sou cria do acaso
é só rascunho nos meus traços
só me vesti pra ficar pelado
com alguém
que não seja tão eu.